Teologia Sistemática 3

06/09/2012 11:56

 

Anjos

Jz 2.1 “E subiu o Anjo do SENHOR de Gilgal a Boquim e disse: Do Egito vos fiz subir, e vos trouxe à terra que a vossos pais tinha jurado, e disse: Nunca invalidarei o meu concerto convosco.”

A Bíblia menciona freqüentemente os anjos; o presente estudo provê uma noção geral do ensino bíblico a respeito dos anjos.

Angelologia é a parte da Teologia que estuda especificamente a Doutrina dos Anjos. Como se trata de um estudo sobre seres espirituais, devemos ter em mente que esta disciplina deve ser examinada à luz das revelações bíblicas sobre o mundo espiritual. Nós não vemos os anjos, mas sabemos da veracidade de sua existência e cremos em tudo quanto a Bíblia afirma a seu respeito.

A palavra “anjo” (hb. malak; gr. angelos) significa “mensageiro”. Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus (Hb 1.13,14), criados por Deus antes de existir a terra (Jó 38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16).

A Bíblia fala em anjos bons e em anjos maus, embora ressalte que todos os anjos foram originalmente criados bons e santos (Gn 1.31). Tendo livre-arbítrio, numerosos anjos participaram da rebelião de Satanás (Ez 28.12-17; 2Pe 2.4; Jd 1.6; Ap 12.9; ver Mt 4.10) e abandonaram o seu estado original de graça como servos de Deus, e assim perderam o direito à sua posição celestial.

A Bíblia fala numa vasta hoste de anjos bons (1Rs 22.19; Sl 68.17; 148.2; Dn 7.9-10; Ap 5.11), embora os nomes de apenas dois sejam registrados nas Escrituras: Miguel (Dn 12.1; Jd 1.9; Ap 12.7) e Gabriel (Dn 9.21; Lc 1.19,26). Segundo parece, os anjos estão divididos em diferentes categorias: Miguel é chamado de arcanjo (lit.: “anjo principal”, Jd 9; 1 Ts 4.16); há serafins (Is 6.2), querubins (Ez 10.1-3), anjos com autoridade e domínio (Ef 3.10; Cl 1.16) e as miríades de espíritos ministradores angelicais (Hb 1.13,14; Ap 5.11).

Como seres espirituais, os anjos bons louvam a Deus (Hb 1.6; Ap 5.11; 7.11), cumprem a sua vontade (Nm 22.22; Sl 103.20), vêem a sua face (Mt 18.10), estão em submissão a Cristo (1Pe 3.22), são superiores aos seres humanos (Hb 2.6,7) e habitam no céu (Mc 13.32; Gl 1.8). Não se casam (Mt 22.30), nunca morrerão (Lc 20.34-36) e não devem ser adorados (Cl 2.18; Ap 19.9,10). Podem aparecer em forma humana (geralmente como moços, sem asas, cf. Gn 18.2,16; 19.1; Hb 13.2).

Os anjos executam numerosas atividades na terra, cumprindo ordens de Deus. Desempenharam uma elevada missão ao revelarem a lei de Deus a Moisés (At 7.38; Gl 3.19; Hb 2.2). Seus deveres relacionam-se principalmente com a obra redentora de Cristo (Mt 1.20-24; 2.13; 28.2; Lc 1—2; At 1.10; Ap 14.6,7). Regozijam-se por um só pecador que se arrepende (Lc 15.10), servem em prol do povo de Deus (Dn 3.25; 6.22; Mt 18.10; Hb 1.14), observam o comportamento da congregação dos cristãos (1Co 11.10; Ef 3.10; 1Tm 5.21), são portadores de mensagens de Deus (Zc 1.14-17; At 10.1-8; 27.23-24), trazem respostas às orações (Dn 9.21-23; At 10.4); às vezes, ajudam a interpretar sonhos e visões proféticos (Dn 7.15-16); fortalecem o povo de Deus nas provações (Mt 4.11; Lc 22.43), protegem os santos que temem a Deus e se afastam do mal (Sl 34.7; 91.11; Dn 6.22; At 12.7-10), castigam os inimigos de Deus (2Rs 19.35; At 12.23; Ap 14.17—16.21), lutam contra as forças demoníacas (Ap 12.7-9) e conduzem os salvos ao céu (Lc 16.22).

Durante os eventos dos tempos do fim, a guerra se intensificará entre Miguel, com os anjos bons, e Satanás, com suas hostes demoníacas (Ap 12.7-9). Anjos acompanharão a Cristo quando Ele voltar (Mt 24.30-31) e estarão presentes no julgamento da raça humana (Lc 12.8,9).

A Natureza dos Anjos

Os anjos são seres criados por Deus: “Louvai-O todos os Seus anjos, Louvai-O todos os Seus exércitos; louvem o nome do Senhor, pois mandou e logo foram criados”, Sl 148.2,5. “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por Ele e para Ele”.  Cl 1.16.

Os anjos são seres espirituais: “Não são porventura todos eles espíritos ministradores...?” Hb 1.14.

Os anjos são imortais: “Porque, já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos”, Lc 20.36.

Os anjos não tem sexo: “Porque, quando ressuscitarem dos mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos...” Mc 12.25.

Os anjos são inumeráveis: “... e aos muitos milhares de anjos”, Hb 12.22; “Um rio de fogo manava e saia de diante dele; milhares de milhares O serviam, e milhões de milhões estavam diante dele”, Dn 7.10; “Ou pensas tu que Eu não poderia agora orar a meu Pai, e que Ele não me daria mais de doze legiões de anjos? “ Mt 26.53.

Designações dos Anjos

“Tu o fizeste um pouco menor do que os Anjos”, Hb 2.7.

“Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os Filhos de Deus  rejubilavam?”, Jó 38.7.

“E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três Varões estavam em pé junto a ele”, Gn 18.2.

“E eis que um Vigia... descia do céu”, Dn 4.13.

“E eis que um vigia, um Santo descia do céu”, Dn 4.13; Sl 89.7.

“E foi também Jacó o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus. E Jacó disse, quando os viu: Este é o Exército de Deus”, Gn 32.1,2.

“E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos Exércitos Celestiais, louvando a Deus”,  Lc 2.13.

“Não são porventura todos eles Espíritos Ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” Hb 1.14.

“Acima de todo o Principado, e Poder, e Potestade, e Domínio” Ef 1.21; 3.10; 6.12; Cl 1.16; 2.10.

A Bíblia fala especificamente do Varão Gabriel, Dn 9.21, anjo que assiste diante de Deus, Lc 1.19.

A Bíblia também se refere ao Arcanjo Miguel, Jd 9.

O Caráter dos Anjos

A Bíblia reconhece e ensina a existência de duas classes distintas de anjos: os bons e os maus. Os anjos bons são chamados de eleitos e santos, Mc 8.38; 1 Tm 5.21; Os anjos maus são chamados de pecadores, rebeldes, desobedientes, 2 Pe 2.4; Jd 6.

Os anjos eleitos são obedientes, Sl 103.20. Eles executam a vontade de Deus no Céu, Mt 6.10. São reverentes, Ne 9.6; Hb 1.6; são sábios, 2 Sm 14.17 e são santos, Ap 14.10.

Os anjos maus dividem-se em dois grupos: Os que estão presos, 2 Pe 2.4 e Jd 6 por haverem abandonado o seu principado ou habitação; e os que estão soltos, Jo 12.31; 14.30; 2 Co 4.4; Ap 12.4,7-9.

Nota: Estudaremos melhor a respeito dos Anjos maus no Capítulo em que abordaremos os demônios.

O Poder Dos Anjos

Seu poder excede o do homem, todavia é limitado: “Enquanto os anjos sendo maiores em força e poder...” 2 Pe 2.11. “Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu...” Mt 24.36.

Podem exercer atividades próprias dos homens, como em Gn 19.1-3.

Podem exercer controle sobre certos elementos da Natureza: “E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma”, Ap 7.1. “E saiu do altar outro anjo, que tinha poder sobre o fogo...”, Ap 14.18. “E ouvi o anjo das águas...”, Ap 16.5.

Podem lançar males físicos aos homens, Gn 19.11; At 12.23.

Possuem um poder mental especial, 2 Sm 14.17,20.

Podem fazer demonstração de força: “Anjos seus, magníficos em poder, que cumpris as suas ordens...”, Sl 103.10; “Um anjo do Senhor, descendo do céu chegou, removendo a pedra, e sentou-se sobre ela”, Mt 28.2; At 12.7-10.

Podem voar livremente e aparecer repentinamente em qualquer lugar, Dn 9.21; Lc 2.14; At 1.10. Não estão sujeitos ao tempo, ao espaço e às limitações próprias da natureza humana.

Podem influenciar pessoas e nações: “O príncipe do reino da Pérsia”, Dn 10.13.

Apesar de todo o seu poder, os anjos não devem ser adorados, Ap 22.8,9; Cl 2.18.

A organização dos Anjos

Os anjos bons são classificados em: Serafins, Is 6.2; Querubins, Gn 3.24; Arcanjos, 1 Ts 4.16; Jd 9; Anjos, Mt 25.31.

Os anjos reúnem-se em concílios, Ap 12.7; Sl 89.5-7; Ef 6.11-12; Ap 9.11.

Aparições dos Anjos.

Eles podem aparecer em forma humana, Gn 18.2. Quando isto ocorre, é sempre em aparência masculina, Lc 24.4. São vistos com a estatura humana, Ap 21.17. Apresentam uma aparência Jovial. Mc 16.5. Sempre se relacionam com o sobrenatural, Mt 28.3; At 6.15; Ap 18.1.

A seguir, damos uma relação de aparições dos anjos a pessoas humanas. Na linha que segue sugerimos a identificação do texto Bíblico. Assim, funcionará como um importante exercício bíblico: 2 vezes a Hagar; 3 vezes a Abraão; A Ló, em Sodoma; 3 vezes a Jacó; A Moisés, na sarça; A Balaão, quando montado sobre um animal; A Josué, como comandante; A Israel; A Gideão, o libertador; À mulher de Manoá; A Manoá e sua esposa; A Davi, o salmista; 4 vezes ao profeta Elias; A Elizeu e seu servo; Aos Assírios; Aos Jovens Hebreus na fornalha; Ao rei Nabucodonozor; 5 vezes ao profeta Daniel; 7 vezes ao profeta Zacarias; 3 vezes a José; A Maria, mãe de Jesus; A Zacarias, pai de João Batista; Aos pastores de Belém; 2 vezes a Jesus; Às mulheres, no túmulo; Aos discípulos; A Pedro e João; A Filipe, o evangelista; Ao apóstolo Pedro; A Cornélio; Ao Apóstolo Paulo; no Livro de Apocalipse são mencionadas 52 aparições de anjos a João.

Atividades dos Anjos (Bons)

Louvor, adoração, alegria e serviço para Deus, Sl 149.1,2; 29.1,2; Jó 38.6,7; Sl 103.20.

Observam os homens, 1 Co 4.9; 1 Tm 5.21; 1 Co 11.10.

Ministra a favor dos crentes, Hb 1.14; Gl 3.28,29; At 27.23,24; 5.19; 12.5-7; Dn 9.21.

Cooperam com os ganhadores de almas, At 8.26; 10.3.

Assistem ao crente na hora de sua morte, Lc 16.22; Jd 9.

Executam os desígnios de Jeová, 2 Sm 24.16; 2 Rs 19.25; 2 Cr 32.21; Sl 35.5-6; Mt 13.41,42; 13.49,50; 24.31; At 12.23; Ap 7.1,2,9,15; 15.1.

Integram um coro Celestial, Ap 5.9; 14.3; 15.3.

Acompanharão a Cristo em Sua Vinda. Mt 25.31; 2 Ts 1.7,8.

Relacionamento dos Anjos (Bons) com Cristo

Cristo é maior que os anjos, em Seu atual estado de glória, Cl 1.15,16. (Em Sua encarnação, Ele veio a ser um pouco menor do que os anjos, a fórmula escolhida para fazer-se semelhante aos irmãos e ser o seu verdadeiro sacerdote, Hb 2.7, 17; 5.1). Ler ainda 1 Pe 3.22; Fp 2.9-11.

Os anjos se alegram quando os pecadores são salvos por Cristo Lc 15.10.

Os anjos predisseram a Segunda Vinda de Cristo, At 1.11.

Os Anjos participarão do julgamento dos inimigos de Cristo, 2 Ts 1.7.

Os anjos serviram a Cristo no deserto, quando de Sua tentação, Mt 4.11.

Um Anjo veio do céu para confortar a Jesus, quando da agonia do Jardim do Getsêmane, Lc 22.43.

Os anjos louvam e adoram a Cristo, na eternidade, Ap 5.11,12; Hb 1.6.

Os anjos predisseram o nascimento de Cristo, Lc 1.26-38.

Os anjos removeram a pedra do túmulo de Jesus, Mt 28.2; Mc 16.5; Lc 24.4.

Anjos anunciaram a ressurreição de Jesus, Lc 24.5,6.

O Anjo do Senhor

É mister fazer menção especial ao “Anjo do SENHOR” (às vezes, “o Anjo de Deus”), um anjo incomparável que aparece no AT e no NT.

Seu primeiro aparecimento foi a Agar, no deserto (Gn 16.7); outros aparecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22.11,15), Jacó (Gn 31.11-13), Moisés (Êx 3.2), todos os israelitas durante o Ex (Êx 14.19) e mais tarde em Boquim (Jz 2.1,4), Balaão (Nm 22.22-36), Josué (Js 5.13-15, onde o príncipe do exército do SENHOR é mais provavelmente o Anjo do SENHOR), Gideão (Jz 6.11), Davi (1Cr 21.16), Elias (2Rs 1.3-4), Daniel (Dn 6.22) e José (Mt 1.20; 2.13).

O Anjo do SENHOR realizou várias tarefas semelhantes às dos anjos, em geral. Às vezes, simplesmente trazia mensagens do Senhor ao seu povo (Gn 22.15-18; 31.11-13; Mt 1.20). Noutras ocasiões, Deus enviava o seu anjo para suprir as necessidades dos seus (1Rs 19.5-7), para protegê-los do perigo (Êx 14.19; 23.20; Dn 6.22) e, ocasionalmente, destruir os seus inimigos (Êx 23.23; 2Rs 19.34,35; Is 63.9). Quando o próprio povo de Deus rebelava-se e pecava grandemente, este anjo podia ser usado para destruí-lo (2Sm 24.16,17).

A identidade do anjo do Senhor tem sido debatida, especialmente pelo modo como ele freqüentemente se dirige às pessoas. Note os seguintes fatos: (a) em 2.1, o anjo do Senhor diz: Do Egito Eu vos fiz subir, e Eu vos trouxe à terra que a vossos pais Eu tinha jurado, e Eu disse: Eu nunca invalidarei o meu concerto convosco (o grifo dos pronomes foi acrescentado). Comparada esta passagem com outras que descrevem o mesmo evento, verifica-se que eram atos do Senhor, o Deus do concerto dos israelitas. Foi Ele quem jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó que daria aos seus descendentes a terra de Canaã (Gn 13.14-17; 17.8; 26.2-4; 28.13); Ele jurou que esse concerto seria eterno (Gn 17.7), Ele tirou os israelitas do Egito (Êx 20.1,2) e Ele os levou à terra prometida (Js 1.1,2). (b) Quando o anjo do Senhor apareceu a Josué, este prostrou-se e o adorou (Js 5.14). Essa atitude tem levado muitos a crer que esse anjo era uma manifestação do próprio Senhor Deus; do contrário, o anjo teria proibido Josué de adorá-lo (Ap 19.10; 22.8-9). (c) Ainda mais explicitamente, o anjo do Senhor que apareceu a Moisés na sarça ardente disse, em linguagem bem clara: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (Êx 3.6; ver Gn 16.7; Êx 3.2).

Porque o anjo do Senhor está tão estreitamente identificado com o próprio Senhor, e porque ele apareceu em forma humana, alguns consideram que ele era uma aparição do Cristo eterno, a segunda pessoa da Trindade, antes de nascer da virgem Maria.

Satanás

A realidade da existência de Satanás

A realidade da existência de Satanás e dos demônios por ele liderados comprovada exaustivamente nas páginas das Escrituras Sagradas. O mundo espiritual é indevassável mistério para o homem natural, mas a Palavra de Deus é a fonte de revelações exatamente sobre esse mundo desconhecido. A luta incessante da Igreja contra as forças espirituais da maldade obrigam-na a apegar-se com veemência às ricas promessas do Senhor, que lhe garante vitória total. Satanás existe. Ele é real. Mas Deus também existe. E é seu perfeito vencedor. Aleluia!

Nomes e Títulos de Satanás

São inúmeros os nomes e títulos que a Bíblia usa para descrever a personalidade, o caráter, a natureza, os atributos e a missão de Satanás. Estudemos os principais: (1) Diabo, Ef 6.11: Este nome significa originalmente caluniador, aquele que gosta de fazer acusações secretas e indiscretas. Ele é o semeador do joio espiritual no mundo, Mt 13.39. Ele pôs no coração de judas que traísse a Jesus, Jo 13.2. Ele é um terrível opressor, At 10.38. O Diabo está debaixo de uma condenação específica, 1 Tm 3.6. (2) Satanás, Zc 3.1: Este nome fala da pessoa do Diabo como um permanente adversário de Deus, de Seu povo e de Suas obras. Um que está sempre do lado oposto, hostilizando, eternamente predisposto contra Deus, Ap 19.2; Sl 71.13; 1 Sm 29.4: Ed 4.6. Ele se apresentou como adversário de Jesus na tentação, Mt 4.10; ele igualmente tentou dissuadir Jesus do caminho da cruz, Mt 16.23; ele se opôs a Deus ainda no princípio, tendo por isso sido expulso do céu, Lc 10.18. Ele desejou cirandar a Pedro como trigo, Lc 22.31, mas Jesus não permitiu; ele entrou no coração de Ananias e Safira, At 5.3; os missionários tem a sagrada obrigação de transportar os homens do domínio de Satanás para o de Deus, At 26.18. Não devemos ignorar os seus ardis, 2 Co 2.11. Devemos a todo custo evitar cair nas profundezas de Satanás, Ap 2.24. (3) Dragão, Ap 12.9: Este é um terrível aspecto de Satanás, descrito no Livro da Revelação com 7 cabeças, 10 chifres e 7 diademas, arrebatando após si um terço dos anjos do céu (vistos como estrelas) para se opor a Cristo, devido à glória que Ele alcançou por decreto do Pai (Jo 17). Na condição de Dragão ele envia espíritos maus por toda a terra para oprimir os homens, inclusive para efetuar prodígios, Ap 16.13,14. (4) Serpente, Ap 12.9: Ele é a velha serpente, antigamente dotado de brilho, mas que recebeu a maldição divina, 2 Co 4.14; 11.13-15; Ez 28.13,14,17. Jesus deu autoridade aos discípulos para pisarem serpentes, Lc 10.19; Mc 16.18. Quando os israelitas desobedeceram a Deus no deserto, foram mortos por serpentes, 1 Co 10.9. O fim da serpente está em Ap 20.2,5. (5) Inimigo, Mt 13.39: Quem se torna amigo de Deus constitui-se inimigo de Satanás e vice-versa, Tg 4.4. Satanás jamais estará de acordo com Deus. É um inimigo eterno e declarado. Os crentes, por pertencerem a Deus, também são alvo da inimizade do Diabo. (6) Tentador, Mt 4.2: A missão favorita de Satanás na terra parece ser a tentação. Desde os primeiros dias, quando tentou a Eva e Adão até agora assim vem ele procedendo. Jesus exortou os discípulos a orarem, por causa da tentação, Mt 26.41. Nem mesmo Jesus escapou da tentação. Ele foi tentado em tudo, Mt 4.1-10; Hb 4.15. (7) Acusador, Ap 12.20: “Já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante de nosso Deus os acusava de dia e de noite.” (8) Ladrão, Jo 10.10: “O ladrão não vem senão a matar, a roubar e a destruir.” (9) Deus deste mundo, 2 Co 4.4: A Palavra mundo neste versículo significa o presente século, o mundo espiritual que se afastou completamente de Deus. “O mundo jaz no maligno”. (10) Maligno, Mt 13.19. (11) Homicida, Jo 8.44. (12) Mentiroso, Jo 8.44b. (13) Príncipe dos demônios, Mt 12.24; 9.34. (14) Belzebu, Mt 10.25: Este título dado a Satanás significa que ele é o comandante-em-chefe de todas as hostes de demônios. (15) Adversário, 1 Tm 5.14: “Vigiai, porque o diabo, VOSSO ADVERSÁRIO, anda em derredor de vós, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”, 1 Pe 5.8. (16) Abadon, Ap 9.11: Este vocábulo significa perdição. Satanás é irrecuperável. (17) Apolion, Ap 9.11: Esta palavra significa destruidor. (18) Belial, 2 Co 6.15: Isto quer dizer mal, malvado, perverso, vil. (19) Pai da mentira, Jo 8.44. (20) O Príncipe das potestades do ar, Ef 2.2. (21) Passarinheiro, Sl 91.3.

A origem de Satanás

Deus naturalmente não criou a pessoa de Satanás. Ele criou a Lúcifer, a estrela da manhã, o querubim ungido, o vice-rei do universo. Com sua queda, Lúcifer tornou-se Satanás, o príncipe dos demônios. Todos os escritores do Novo Testamento falam de Satanás e das 29 passagens dos Evangelhos que a ele aludem, 25 foram palavras do próprio Senhor Jesus.

Temos ainda os relatos de Isaías 14.12-15 e o relato de Ezequiel 28.1-19.

Os textos bíblicos acima referenciados historicamente dizem respeito aos reis de Babilônia e Tiro, mas a essência da passagem é profética e refere-se à pessoa de Satanás. O estudo comparativo pode ser feito através de Ap 13; 17.11-13; 20.1-3.

A Natureza de Satanás

No período anterior à queda, Ez 28.3,14-19: Sábio; Belo; Poderoso; Perfeito em seus caminhos.

No período posterior à queda: Ladrão, assassino e destruidor, Jo 10.10; Mentiroso, enganador e homicida, Jo 8.44; Inerentemente pecador, 1 Jo 3.8.

Atividades de Satanás

Ele é o autor do pecado: “Eu subirei...e serei...”, Is 14.13. Veja também Jo 8.44; 2 Co 11.3; Gn 3.1-6.

Ele é autor das enfermidades: “E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?” Lc 13.16. “... e curando a todos os oprimidos do diabo”, At 10.38.

Ele é autor da morte: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que TINHA O IMPÉRIO DA MORTE, isto é, o diabo”, Hb 2.14.

Ele é sedutor: “Então Satanás se levantou contra Israel e incitou Davi a...”, 1 Cr 21.1. Ler também Mt 4.1-9.

Ele cega o coração: “Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho...” 2 Co 4.4.

Ele semeia joio, Mt 13.25.

Ele acusa os crentes, Ap 12.10.

Ele induz os homens (até os crentes?) à mentira, At 5.3.

Ele procura tragar os santos, 1 Pe 5.8.

Ele arma ciladas, Ef 6.11.

Ele dará poder ao Anticristo, 2 Ts 2.9-10.

Seu trabalho junto às nações: Ap 20.3; Is 14.12; Ap 16.13-16.

Seu trabalho junto ao povo de Deus: Ap. 2.10; 1 Ts 3.5; Mt 16.21-23; Lc 22.31; 1 Co 7.5; Mt 13.38-39.

As derrotas seculares de Satanás

Derrotado quando de sua rebelião no céu - foi expulso e caiu.

Derrotado quando tentou a Jesus no deserto - foi expulso e fugiu.

Derrotado quando possuiu (e possui) os homens - foi (e é) expulso.

Derrotado na cruz do Calvário, Jo 12.31; Gn 3.15; Jo 16.11; 14.30-31; Hb 2.14; Ap 12.11 . Foi expulso de sua autoridade.

Derrotado na Vinda de Cristo, com a morte do Anticristo.

Derrotado fisicamente na Segunda Vinda - será preso por mil anos.

Derrotado no Juízo Final - será lançado no lago de Fogo, Ap 20.10.

As armas de Satanás

Doutrinas falsas (doutrinas de demônios, 1 Tm 4.1).

Ocultismo - em suas mais variadas formas (demonologia).

Medo, dúvida e incredulidade, Fp 1.28; 1 Pe 5.8; Rm 14.23.

Ardis e ciladas, 2 Co 2.11; Ef 6.

Engano, acusação e calúnia 2 Co 11.3.

Trevas, Is 50.10; 2 Co 11.3.

Confusão e tentação, Ap. 13.13; Hb 4.15; 1 Jo 2.16.

A Igreja de Cristo, ao estudar estas terríveis armas que o Adversário utiliza, não se deve deixar intimidar. Cristo é mais poderoso que o Inimigo. Aleluia! A vitória é nossa PELO SANGUE DE JESUS!

As Armas Contra Satanás

Existe alguma arma que o crente possa usar, na tremenda luta contra Satanás? Haverá esperança para o crente que, cheio de fraqueza, tente descobrir tal arma? A resposta, obviamente, é SIM. Existem armas vitoriosas. Aleluia!

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas”, 2 Co 10.4

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”. Ef 6.11.

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e, havendo feito tudo, ficar firmes”. Ef 6.13.

A Armadura de Deus conjunta: Ef 6.14-17: O cinto da verdade, v.14; A couraça da justiça, v.14b; O calçado da preparação do evangelho da paz, v.15; Escudo da fé, v. 16; O capacete da Salvação, v.17; A espada do Espírito, a Palavra de Deus, v.17.

Cristo, nossa armadura. Qualquer crente pode dar-se ao trabalho de efetuar um estudo detalhado da armadura de Ef 6.14-17 e há de descobrir, por certo, que o conjunto dessa armadura é uma proteção da Pessoa de Jesus. Lembremo-nos que Ele é a verdade, é nossa justiça, é nossa paz, é o autor da fé, é nosso Salvador e é a própria Palavra de Deus.

No capítulo seguinte estudaremos as armas que o crente deve utilizar no combate contra os demônios.

Os Demônios

O NT menciona muitas vezes pessoas sofrendo de opressão ou influência maligna de Satanás, devido a um espírito maligno que neles habita; menciona também o conflito de Jesus com os demônios. O Evangelho segundo Mc, e.g., descreve muitos desses casos: 1.23-27, 32, 34, 39; 3.10-12, 15; 5.1-20; 6.7, 13; 7.25-30; 9.17-29; 16.17.

Os demônios são seres espirituais com personalidade e inteligência. Como súditos de Satanás, inimigos de Deus e dos seres humanos (Mt 12.43-45), são malignos, destrutivos e estão sob a autoridade de Satanás (ver Mt 4.10).

Os demônios são a força motriz que está por trás da idolatria, de modo que adorar falsos deuses é praticamente o mesmo que adorar demônios (ver 1Co 10.20).

O NT mostra que o mundo está alienado de Deus e controlado por Satanás (ver Jo 12.31; 2Co 4.4; Ef 6.10-12). Os demônios são parte das potestades malignas; o cristão tem de lutar continuamente contra eles (ver Ef 6.12).

Os demônios podem habitar no corpo dos incrédulos, e, constantemente, o fazem (ver Mc 5.15; Lc 4.41; 8.27,28; At 16.18) e falam através das vozes dessas pessoas. Escravizam tais indivíduos e os induzem à iniqüidade, à imoralidade e à destruição.

Os demônios podem causar doenças físicas (Mt 9.32,33; 12.22; 17.14-18; Mc 9.17-27; Lc 13.11,16), embora nem todas as doenças e enfermidades procedam de espíritos maus (Mt 4.24; Lc 5.12,13).

Aqueles que se envolvem com espiritismo e magia (i.e., feitiçaria) estão lidando com espíritos malignos, o que facilmente leva à possessão demoníaca (cf. At 13.8-10; 19.19; Gl 5.20; Ap 9.20,21).

Os espíritos malignos estarão grandemente ativos nos últimos dias desta era, na difusão do ocultismo, imoralidade, violência e crueldade; atacarão a Palavra de Deus e a sã doutrina (Mt 24.24; 2Co 11.14,15; 1Tm 4.1). O maior surto de atividade demoníaca ocorrerá através do Anticristo e seus seguidores (2Ts 2.9; Ap 13.2-8; 16.13,14).

Definição dos Demônios

Os demônios são seres espirituais. Não são, portanto, materiais ou humanos.

Os demônios são seres caídos, completamente comprometidos com o pecado, em suas formas mais torpes.

Os demônios são espíritos malignos, que obedecem à liderança de Satanás, o Maligno.

Os demônios certamente são anjos que pecaram no princípio, 2 Pe 2.4.

A Origem dos demônios

Cremos que os demônios originalmente eram seres angelicais que habitavam com Deus, em época anterior à rebelião de Lúcifer, Ez 28.15. Após a Queda do Maligno, Satanás os capitaneou, Is 14.12-14; Ex 28.11-17; 2 Pe 2.4; Jó 4.18; Ap 12.9; 1 Tm 3.6 e com eles tentou sublevar a Corte Celestial. Eles constituem uma poderosa organização espiritual, Mt 12.24,25; Ef 1.21, sendo atualmente inumeráveis, Mc 5.9.

Classe de demônios

À luz de Ef 6.12, os demônios se agrupam em quatro distintas classes, talvez numa grosseira imitação dos exércitos celestiais, a saber: 1) Principados, os poderosos demônios que habitualmente estão com satã; 2) Potestades, aqueles que recebem autoridade para tarefas destruidoras; 3) Príncipes das trevas deste século, que lutam contra o Evangelho; 4) Hostes espirituais da maldade, os “os soldados rasos” do diabo.

Natureza dos Demônios

São seres angelicais caídos, 2 Pe 2.4 (?)

São imortais, Lc 20.36 e estão conscientes de seu destino Mt 8.29-31.

Podem habitar corpos humanos ou animais, Lc 8.31-33; Mc 5.2-5; 11-13; Mt 12.43,44.

São pecadores e estão liderados por Satanás, Mt 25.41; 12.22-30.

São espíritos imundos, Mt 12.43-45.

São impuros, Mt 10.1; 8.28; 9.33; 12.43; Lc 9.39.

São espíritos malignos, At 19.13.

Atividades dos demônios

Transmitem cegueira ao homem, Mt 12.22.

Transmitem a mudez ao homem, Mt 9.32,33.

Subjugam a natureza humana, Mc 5.25.

Oprimem as pessoas, Lc 13.11; At 10.38.

Ferem, At 19.16.

Induzem e conduzem ao suicídio, Mt 17.15.

Investem contra a alma humana, Lc 4.33; Jo 13.2.

Perturbam, At 13.10; Ef 6.11.

Levam a prisões Ap 2.10.

Atentam contra o espírito do homem, Jo 8.44; Ap. 16.13; 1 Tm 4.1; Lv 17.7; 2 Co 11.15.

Lutam desesperadamente contra a Igreja, Ef 6.10; Rm 8.38.

Cristo e os Demônios

Nos seus milagres, Jesus freqüentemente ataca o poder de Satanás e o demonismo (e.g., Mc 1.25,26, 34, 39; 3.10,11; 5.1-20; 9.17-29; cf. Lc 13.11,12,16). Um dos seus propósitos ao vir à terra foi subjugar Satanás e libertar seus escravos (Mt 12.29; Mc 1.27; Lc 4.18).

Jesus derrotou Satanás, em parte pela expulsão de demônios e, de modo pleno, através da sua morte e ressurreição (Jo 12.31; 16.17; Cl 2.15; Hb 2.14). Deste modo, Ele aniquilou o domínio de Satanás e restaurou o poder do reino de.

O inferno (gr. Gehenna), o lugar de tormento, está preparado para o diabo e seus demônios (Mt 8.29; 25.41). Exemplos do termo Gehenna no grego: Mc 9.43,45,47; Mt 10.28; 18.9.

Jesus reconheceu e proclamou a existência dos demônios, Mt 12.27,28; Mc 16.17.

Jesus falou aos demônios e estes obedeceram ao Mestre, Mt 17.18.

Os demônios reconheceram a Jesus como Filho de Deus, Mc 5.7; Mt 8.28,32; Mc 1.23; At 19.15; Tg 2.19.

O nome de Cristo é poderoso contra os demônios, Mc 16.17; Lc 10.17; Mt 10.8; At 19.15; Mt 7.22.

Todos os demônios estão sujeitos a Cristo, 1 Pe 3.22.

O destino final dos Demônios

Os demônios jamais terão perdão, 2 Pe 2.4.

Os demônios serão julgados futuramente, 2 Pe 2.4; Jd 6; 1 Co 6.3.

Os demônios irão para o inferno com Satanás, Mt 25.41.

Os demônios serão esmagados juntamente com seu chefe, Rm 16.25.

Como vencer os demônios

Através do Nome de Jesus: Não devemos usar levianamente o nome de Jesus. Vamos precisar deste nome para os momentos de grande crise espiritual. Is 9.6; Lc 10.17.

Através da Palavra de Deus: Jesus venceu a Satanás no deserto usando a Palavra de Deus. Ele disse: “Esta escrito...”. A Palavra de Deus é a espada do Espírito que, devidamente desembainhada, põe em fuga o Inimigo, Mt 8.16; 1 Jo 2.14; Ef 6.17.

Através da oração (e jejum): O diabo odeia o crente que ora. Ele sabe que o crente que ora tem acesso ao Trono de Deus, à autoridade de Deus, ao arsenal de Deus. Mt 17.21.

Através do poder do Espírito Santo: Jesus foi ungido com o Espírito Santo para curar os oprimidos, At 10.38. A santidade do Espírito triunfa sobre a maldade dos demônios. Mt 12.28. O fruto do Espírito triunfa sobre as obras da carne, Gl 5.15-26. A vida do Espírito triunfa sobre a morte do diabo e seus demônios, Rm 8.1-13.

Através do Sangue de Jesus: O Sangue de Jesus dá testemunho de Seu sacrifício redentor. Na cruz foi ferida a cabeça da serpente, Gn 3.15; Cl 3.,15. Na cruz o império da morte se viu aniquilado pelo Senhor da Vida, Hb 2.14; 1 Jo 3.8.

Através da obediência à Palavra de Deus podemos discernir os espíritos (1 Co 12.10), provar os espíritos (1 Jo 4.1), resistir aos espíritos (Ef 4.27; 6.11) e expulsar os espíritos (1 Jo 4.4; Mc 16.17) . Assim seja, irmãos.

Poder sobre Satanás e Os Demônios

Mc 3.27 “Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não manietar o valente; e, então, roubará a sua casa”.

Um dos destaques principais do Evangelho segundo Mc é o propósito firme de Jesus: derrotar Satanás e suas hostes demoníacas. Em 3.27, isto é descrito como “manietar o valente” (i.e., Satanás) e, “roubará a sua casa” (i.e., libertar os escravos de Satanás). O poder de Jesus sobre Satanás fica claramente demonstrado na expulsão de demônios (gr. daimonion) ou espíritos malignos.

O Crente e os Demônios

As Escrituras ensinam que nenhum verdadeiro crente, em quem habita o Espírito Santo, pode ficar endemoninhado; i.e.: o Espírito e os demônios nunca poderão habitar no mesmo corpo (ver 2Co 6.15,16). Os demônios podem, no entanto, influenciar os pensamentos, emoções e At dos crentes que não obedecem aos ditames do Espírito Santo (Mt 16.23; 2Co 11.3,14).

Jesus prometeu aos genuínos crentes autoridade sobre o poder de Satanás e das suas hostes. Ao nos depararmos com eles, devemos aniquilar o poder que querem exercer sobre nós e sobre outras pessoas, confrontando-os sem trégua pelo poder do Espírito Santo (ver Lc 4.14-19). Desta maneira, podemos nos livrar dos poderes das trevas.

Segundo a parábola em Mc 3.27, o conflito espiritual contra Satanás envolve três aspectos:

declarar guerra contra Satanás segundo o propósito de Deus (ver Lc 4.14-19);

ir onde Satanás está (qualquer lugar onde ele tem uma fortaleza), atacá-lo e vencê-lo pela oração e pela proclamação da Palavra, e destruir suas armas de engano e tentação demoníacos (cf. Lc 11.20-22);

apoderar-se de bens ou posses, i.e., libertando os cativos do inimigo e entregando-os a Deus para que recebam perdão e santificação mediante a fé em Cristo (Lc 11.22; At 26.18).

Seguem-se os passos que cada um deve observar nesta luta contra o mal:

Reconhecer que não estamos num conflito contra a carne e o sangue, mas contra forças espirituais do mal (Ef 6.12).

Viver diante de Deus uma vida fervorosamente dedicada à sua verdade e justiça (Rm 12.1,2; Ef 6.14).

Crer que o poder de Satanás pode ser aniquilado seja onde for o seu domínio (At 26.18; Ef 6.16; 1Ts 5.8) e reconhecer que o crente tem armas espirituais poderosas dadas por Deus para a destruição das fortalezas de Satanás (2Co 10.3-5).

Proclamar o evangelho do reino, na plenitude do Espírito Santo (Mt 4.23; Lc 1.15-17; At 1.8; 2.4; 8.12; Rm 1.16; Ef 6.15).

Confrontar Satanás e o seu poder de modo direto, pela fé no nome de Jesus (At 16.16-18), ao usar a Palavra de Deus (Ef 6.17), ao orar no Espírito (At 6.4; Ef 6.18), ao jejuar (ver Mt 6.16; Mc 9.29) e ao expulsar demônios (ver Mt 10.1; 12.28; 17.17-21; Mc 16.17; Lc 10.17; At 5.16; 8.7; 16.18; 19.12).

Orar, principalmente, para que o Espírito Santo convença os perdidos, no tocante ao pecado, à justiça e ao juízo vindouro (Jo 16.7-11).

Orar, com desejo sincero, pelas manifestações do Espírito, mediante os dons de curar, de línguas, de milagres e de maravilhas (At 4.29-33; 10.38; 1Co 12.7-11).